Penso que andar de bicicleta dá uma liberdade pois ao nos confrontarmos com o ar temos a sensação de leveza de como se estivéssemos voando. Como apreendi a andar de bicicleta levando um baita tombo lá nos cafundos do Mato Grosso, mais ou menos aos 6 anos, quando pensei que ia me esvair em sangue pois ao cair um galho de mato recém cortado a foice, adivinhe entrou no nariz e ai já viu. O sangue teve que parar sozinho pois o poavado mais próximo fica a um dia de onde morava. Ah! detalhe não existia rodinhas. Ou você se equilibrava ou estava fadado a cair e pronto. Bom, mas isto já faz um bom tempo e como a pretenção era escrever sobre o ato de andar de bicicleta. Ato este que hoje se transformou em uma enorme parafernália. Eu para andar de bicicleta pego monto e pronto. Não tenho roupa, sapato ou capacete especiais por entender que bicicleta é um veículo que permite a locomoção e portanto permite também o ir e vir mais rápido, diminuindo as distancias que temos a percorrer. Isto não quer dizer de maneira alguma que sou contra aos fenomenos contemporâneos, porém imagino que o tempo de hoje seria melhor e os homens mais felizes se não fossem seguidas as regras ditadas pelas das propagandas que fazem modismos e não tem capacidade de transforma o mundo. Tudo isto para dizer que ando de bicicleta, sem aquele cano, que pelo que sempre soube este um modelo masculino, assim minha bicicleta me permite usar saias vestidos e quaisquer sapatos e ir a todos os lugares. Sonho como dia que possamos andar pelas ruas e não pelas calçadas pois neste dias os carros nos respeitarão. Andem de bicicleta, andem não tenham medo não exige nada especial somenta vontade de ser livre. Ah! esqueci de um detalhe minha bicicleta é uma caloi CECI rosa com bagageiro, capa corrente e sem marchas, afinal fui criada em Araçatuba onde haviam estacionamentos para as famosas magrelas além lá também fui campeã de ciclimo pela cidade isto pedalando a minha própria magrela. Bons tempos aqueles....
terça-feira, 27 de julho de 2010
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