Ministrei nos dias 04, 19 e 25 de junho no auditório do MAC USP no horário da 14 as 17 horas, como parte do projeto de seminário do Museu de Arte Contemporânea Novas Pesquisas/Novas Leituras o Ciclo de Palestras Política Pública de Cultura ou para Cultura?
A necessidade de entender o universo das práticas culturais passam necessariamente pelo desvelamento de como vem sendo constituída a política cultural no Brasil a partir de um pensamento mais amplo, onde o país não pode mais ser visto isoladamente mas fazendo parte do continente latinoamericano. Para isso, realizamos um breve histórico do panorama cultural brasileiro, a partir da república de Getúlio Vargas procurando verificar as relações existentes nesse cenário. Nesse contexto tornou-se imprescindível nos remetermos a figura de Mário de Andrade. Suas propostas ainda hoje século XXI são utilizadas como parâmetros para discussões de políticas culturais. Essas primeiras idéias possibilitaram a teóricos como: Canclini e Barbero diferenciar, ainda que em um primeiro momento, de maneira incipiente, a ação cultural da política cultural, na esfera pública. Posteriormente, na contemporaneidade, quando passamos a vivenciar a democracia e, portanto, a cidadania ocorreu, no mundo glocalizado o surgimento de novas organizações, tanto públicas como privadas visando serem facilitadoras para realizar as interfaces entre as atividades culturais e o público. Assim, o objetivo deste curso foi analisar o desenvolvimento das políticas públicas de ou para a cultura e propor novos diálogos tendo como base os processos de formação da área cultural brasileira.
O Programa do Curso abrangiu
1. As Políticas Públicas para a Cultura no Brasil
2. A visão cultural de Mário de Andrade
3. Ação Cultural e Política Pública para Cultura
4. OS e OCISP
Para isto foi utilizada a seguinte bibliografia:
CANCLINI, Néstor García. Políticas Culturales y Crises de Desarrollo. In Políticas Culturales en América Latina. México: Ed. Grijalbo, 1987.
CANCLINI, Néstor García. As Culturas Populares no Capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1983.
CÂNDIDO, Antônio. A Revolução de 1930 e a Cultura. In Educação pela noite & outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989.
CASTELLS, Manuel. La era de la información. Economía, sociedad y cultura. Madrid: Alianza Editorial, 1999.
CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru: EDUSC, 1999.
D’ARCIER, M. Bernard Faivre, HERAS, Guilhermo e ZABARTE, María Eugenia. Estrategias para una Nueva Gestion Cultural. Três Experiências Significativas. Buenos Aires: EUDEBA, 1999.
FARIA, Hamilton. Políticas Públicas de Cultura e Desenvolvimento Humano nas Cidades. In Políticas Culturais, v.I, Barueri: Editora Manole Ltda., 2003.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da Cultura. Trad. Carlos Nelson Coutinho. 7a ed. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira,1989.
HUSSERL, Edmund. A filosofia como ciência de rigor. Coimbra: Atlântica, 1975.
IANNI, Octávio. Teorias da globalização. 2ªed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1996
LOPES, Maria Margareth. O Brasil descobre a pesquisa científica: os museus e as ciências naturais no século XIX. São Paulo: Hucitec, 1997.
MACHADO, Mário Brockmann. Notas sobre Política Cultural no Brasil. In Estado e Cultura no Brasil. Org. Sérgio Miceli. São Paulo: Difel, 1984.MICELI, Sérgio. Estado, mercado y necesidades populares: las políticas culturales en Brasil. In Políticas Culturales en América Latina. México: Ed. Grijalbo, 1987
Os debates realizados durante o ciclo suscitaram novas reflexões que possibilitam rever alguns pressupostos notocante as políticas culturais brasileira.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
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